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Para Que Tu Me Ouças - Pablo Neruda

Ajouté il y a 2 jours, via Nothingandall, dans Culture

Para que tu me ouças as minhas palavras adelgaçam-se por vezes como o rasto das gaivotas sobre a praia. Colar, guizo ébrio para as tuas mãos suaves como as uvas. E vejo-as tão longe, as minhas palavras. Mais que minhas são tuas. Vão trepando pela minha velha dor como a hera. Elas trepam...

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Vaidade Funesta - Gustavo Teixeira

Ajouté le 22-09-2016, via Nothingandall, dans Culture

Porque eu, num madrigal, te comparei ás rosas, Ficaste crendo que és das flores a rainha, E já queres subir a alturas prodigiosas, Ter surtos de condor com asas de andorinha É tão bom ser violeta e á sombra de uma leira Em flor guardar intacto o aroma azul! Pois olha Que a rosa de mais graça...

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Não dizia palavras - Luis Cernuda

Ajouté le 21-09-2016, via Nothingandall, dans Culture

Não dizia palavras, Aproximava apenas um corpo interrogante, Porque ignorava que o desejo é uma pergunta Cuja resposta não existe, Uma folha cujo ramo não existe, Um mundo cujo céu não existe. Entre os ossos a angústia abre caminho, Ergue-se pelas veias Até abrir na pele Jorros de sonho...

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Regresso - alberto de lacerda

Ajouté le 20-09-2016, via Nothingandall, dans Culture

Por toda a parte espectros Do mapa percorrido em cinco e quarenta Prolongados anos A cidade encontra O espectro do que eu fui Saído dos horrores da adolescência Filtra obscuramente O meu imo Que não conheço Vem [irreconhecível Ao meu encontro Tacteamo-nos no escuro Apaixonadamente O amor é...

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Segue o Teu Destino - Ricardo Reis

Ajouté le 19-09-2016, via Nothingandall, dans Culture

Segue o teu destino, Rega as tuas plantas, Ama as tuas rosas. O resto é a sombra De árvores alheias. A realidade Sempre é mais ou menos Do que nós queremos. Só nós somos sempre Iguais a nós próprios. Suave é viver só. Grande e nobre é sempre Viver simplesmente. Deixa a dor nas aras Como...

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Caminho da Verdade - António Carneiro

Ajouté le 16-09-2016, via Nothingandall, dans Culture

António Carneiro fotografado no seu atelier em 1929, diante de um quadro inacabado. ( daqui ) Venho da rua. Um inebriamento De formas e de cores abalou Um momento o meu ser, onde pousou Numa interrogação um desalento. No silêncio do lar as mãos ansiosas Levanto, e cerro os olhos cismador....

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Soneto [Fiei-me nos sorrisos da ventura] - Bocage

Ajouté le 15-09-2016, via Nothingandall, dans Culture

Fiei-me nos sorrisos da ventura, Em mimos feminis, como fui louco! Vi raiar o prazer; porém tão pouco Momentâneo relâmpago não dura: No meio agora desta selva escura, Dentro deste penedo húmido e oco, Pareço, até no tom lúgubre, e rouco Triste sombra a carpir na sepultura: Que estância...

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Voltando à Casa - Padre António Tomás

Ajouté le 14-09-2016, via Nothingandall, dans Culture

Passei um mês, um mês inteiro, fora Do meu lar, sem ouvir os passarinhos, Sem ver o louro bando de amiguinhos Que aí deixei! Triste e cruel demora. Mas, afinal, eis-me de volta agora, E na ânsia de ver os coitadinhos, Que suspiram talvez por meus carinhos, Fustigo o meu corcel, que o chão...

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Espírito - Natália Correia

Ajouté le 13-09-2016, via Nothingandall, dans Culture

Nada a fazer amor, eu sou do bando Impermanente das aves friorentas; E nos galhos dos anos desbotando Já as folhas me ofuscam macilentas; E vou com as andorinhas. Até quando? À vida breve não perguntes: cruentas Rugas me humilham. Não mais em estilo brando Ave estroina serei em mãos sedentas....

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Anjos do Céu - Álvares de Azevedo

Ajouté le 12-09-2016, via Nothingandall, dans Culture

As ondas são anjos que dormem no mar, Que tremem, palpitam, banhados de luz… São anjos que dormem, a rir e sonhar E em leito d'escuma revolvem-se nus! E quando de noite vem pálida a lua Seus raios incertos tremer, pratear, E a trança luzente da nuvem flutua, As ondas são anjos que dormem no...

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