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Há palavras que nos beijam - Alexandre O'Neill (na passagem do 90º aniversário do poeta)

Ajouté il y a 2 jours, via Nothingandall, dans Culture

Há palavras que nos beijam Como se tivessem boca, Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto, Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto. De repente coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas, inesperadas Como...

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Soneto [Sonhei-te tantos anos! Tantos anos!] - Gilka Machado

Ajouté le 17-12-2014, via Nothingandall, dans Culture

Sonhei-te tantos anos! Tantos anos! Eras o meu ideal de amor e de arte, buscava-te a toda hora e em toda parte nessa ânsia inexplicável dos insanos. Enfim, vencida pelos desenganos, como quem nada espera que lhe farte a alma faminta, exausta de sonhar-te, abandonei-me do destino aos danos....

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XXXI - [Longe de ti, se escuto, porventura] - Olavo Bilac

Ajouté le 16-12-2014, via Nothingandall, dans Culture

Longe de ti, se escuto, porventura, Teu nome, que uma boca indiferente Entre outros nomes de mulher murmura, Sobe-me o pranto aos olhos, de repente... Tal aquele, que, mísero, a tortura Sofre de amargo exílio, e tristemente A linguagem natal, maviosa e pura, Ouve falada por estranha gente......

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A Quinteira da Panasqueira - António Maria Eusébio

Ajouté le 15-12-2014, via Nothingandall, dans Culture

Mote Fui apalpar as gamboas Que a quinteira tem na quinta, Já tem marmelos maduros, O seu bastardo já pinta. Glosa Sou mestre na agricultura, meu saber ninguém disputa, gosto de apalpar a fruta quando está quase madura… Gosto do que tem doçura; Quero e gosto das mais pessoas: para apalpar...

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A uma fonte que secou - teixeira de pascoaes

Ajouté le 14-12-2014, via Nothingandall, dans Culture

Com teus brandos murmúrios embalaste Os minutos dos meus primeiros dias. E pelos teus gemidos os contaste; Eu era então feliz e tu sofrias. As minhas velhas árvores regaste, O meu jardim ao sol reverdecias... E quando as tuas lágrimas choraste, Como a dor que hoje sofro, entenderias! Mas, aí,...

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Ler as estrelas - Fernando Semana

Ajouté le 13-12-2014, via Nothingandall, dans Culture

Criança, olhava eu para as estrelas, certa vez, fascinado, enquanto coisas longínquas e belas, e disse-me, austera mas terna, a minha mãe: Não apontes para o céu que te nascem cravos nas mãos. Amén: nas minhas mãos nasceram cravos... E assim fiquei analfabeto em estrelês. Tantos anos...

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Desamores - reynaldo jardim

Ajouté le 13-12-2014, via Nothingandall, dans Culture

Quero me despojar de tudo o que não tenho. Limpar meus horizontes de artes e de engenho. Quero me desfazer de tudo o que não tive. A certeza certeira de quem viveu não vive. Quero me entristecer de alegria e calma. Olhar no espelho e ver a cara de minha alma. E quero dessofrer O que nunca sofri....

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Fantasia - Carla Patrícia Horn

Ajouté le 12-12-2014, via Nothingandall, dans Culture

Até no sono Eu te procuro E no sonho Mesmo no escuro Eu vejo Teus olhos Brilharem, Tuas mãos me Acariciarem E nossos corpos Agitarem A cama de mola Da cabana Na serra azul De minha fantasia Há Como eu Te queria! in Encontro de Dois Poetas Carla Patrícia Horn nasceu em Estrela, Rio Grande do...

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As claras imagens - manuel gusmão

Ajouté le 11-12-2014, via Nothingandall, dans Culture

Supõe aquele homem sentado na redonda brancura de um pátio em que o sol chove as paredes transparentes. Ele olha a tremenda e maligna glória do dia: sim, sou uma pedra de sob o sol, mas uma pedra cheia de noite. Então, as máquinas de cena apagam toda a luz e acendem uma imagem semovente e fixa...

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Do portão da casa - Lindolf Bell

Ajouté le 10-12-2014, via Nothingandall, dans Culture

Abri o portão O coração rangeu. Rangeu dentro de mim e eu sorri como um lavrador sorri com seu rosto de terra e a boca rasgada de riso diante da terra lavrada. Abri o portão partido. Partiu-me em dois horizontes. Em dois gomos de um fruto fugaz. Igual e desigual. Abri o portão da minha casa. E...

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