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Derniers articles publiés sur le blog

Silêncio - Octavio Paz

Ajouté il y a 17 heures, via Nothingandall, dans Culture

Assim como do fundo da música brota uma nota que enquanto vibra cresce e se adelgaça até que noutra música emudece, brota do fundo do silêncio outro silêncio, aguda torre, espada, e sobe e cresce e nos suspende e enquanto sobe caem recordações, esperanças, as pequenas mentiras e as...

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um dizer ainda puro - Vasco Gato

Ajouté il y a 2 jours, via Nothingandall, dans Culture

imagino que sobre nós virá um céu de espuma e que, de sol em sol, uma nova língua nos fará dizer o que a poeira da nossa boca adiada soterrou já para lá da mão possível onde cinzentos abandonamos a flor. dizes: põe nos meus os teus dedos e passemos os séculos sem rosto, apaguemos de...

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O Retrato? - Adelino Fontoura

Ajouté il y a 2 jours, via Nothingandall, dans Culture

Vou fazer-te, leitor, o seu retrato: — É pálida, gentil, encantadora, tem a doce atração fascinadora das cristalinas águas dum regato. O chic do dizer nervoso inato tive-o voz vibrante, sedutora, brilham nessa loquaz criança loura a graça, a distinção, o fino trato. É olhá-la uma vez e...

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A primeira vez que entendi - affonso romano de sant'anna

Ajouté le 27-03-2015, via Nothingandall, dans Culture

A primeira vez que entendi do mundo alguma coisa foi quando na infância cortei o rabo de uma lagartixa e ele continuou se mexendo. De lá pra cá fui percebendo que as coisas permanecem vivas e tortas que o amor não acaba assim que é difícil extirpar o mal pela raiz. A segunda vez que entendi...

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Apólogo - A Sereia, o Crocodilo e o Macaco

Ajouté le 26-03-2015, via Nothingandall, dans Culture

Disputavam fortemente Nas frescas margens do Nilo, Sobre o manejo do engano, A Sereia e o Crocodilo Jactava-se este vil monstro Matar os homens, chorando; Vangloriava-se a Sereia Matando os homens, cantando. "Eu (dizia o Crocodilo) Afecto um chorar mavioso; Depois despedaço - rindo - A quem...

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Sob os ramos - pedro kilkerry

Ajouté le 25-03-2015, via Nothingandall, dans Culture

É no Estio. A alma, aqui, vai-me sonora, No meu cavalo — sob a loira poeira Que chove o sol — e vai-me a vida inteira No meu cavalo, pela estrada a fora. Ai! desta em que te escrevo alta mangueira Sob a copada verde a gente mora. E em vindo a noite, acende-se a fogueira Que se fez cinza de...

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Se houvesse degraus na terra... - Herberto Hélder (falecido ontem...)

Ajouté le 24-03-2015, via Nothingandall, dans Culture

A fiery red Sun daqui Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu, eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia. No céu podia tecer uma nuvem toda negra. E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas, e à porta do meu amor o ouro se acumulasse. Beijei uma boca vermelha e a...

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Do meu tempo... - olegário mariano

Ajouté le 24-03-2015, via Nothingandall, dans Culture

Quando eu era menino e tinha cheia A alma de sonhos bons e, fugidio, Como a abelha que voa da colmeia, Andava a errar no canavial bravio; Quando em noites de junho o luar macio Punha um lençol de rendas sobre a areia, Tiritava de medo ouvindo o pio Da coruja mais lúgubre da aldeia. Feliz! Bendita...

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Mar Alto - Helio Pellegrino

Ajouté le 23-03-2015, via Nothingandall, dans Culture

Esta água é todas as águas, sem porto, nome ou naufrágio. Rendada de espuma ao vento, sem dor nem contentamento. Esta água — lugar nenhum — é perdição sem loucura. Nela se dissolvem mágoa, memória, tempo, aventura. Sem lei nem rei, sem fronteiras, além de verbo e silêncio, esta é a...

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E a rima sumiu - ivan justen santana

Ajouté le 22-03-2015, via Nothingandall, dans Culture

ela entrou pela janela do banheiro sei lá se já era janeiro talvez fosse quase dezembro essa rima é óbvio que não lembro ela veio fugindo da métrica sua velha madrasta frígida e tétrica vestida de pânico que viu na rua aquela era uma rima a meu ver nua eu todo estupefato e ela logo ali de...

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